ANTT já autuou mais de R$ 930 milhões por frete abaixo do piso em 2026

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aplicou R$ 932,4 milhões em multas a empresas que pagaram valores inferiores ao piso mínimo do frete entre janeiro e 30 de junho de 2026. No período, foram lavrados 270,4 mil autos de infração em todo o país.

Os números foram levantados pela autarquia a pedido do g1 e mostram aceleração expressiva na fiscalização. Em 2018, primeiro ano da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, o total de multas somou R$ 69,3 mil, distribuídos em 31 autos.

Nova medida provisória

No dia 14 de julho, o Senado aprovou medida provisória que endurece as penalidades para quem contratar frete abaixo da tabela. O texto, que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevê:

  • multas que podem chegar a R$ 1 milhão;
  • suspensão do registro do transportador infrator;
  • cancelamento definitivo do registro em casos de reincidência grave.

Intermediadores e plataformas digitais que ofertarem serviços em desacordo com o piso também passam a ser responsabilizados.

Motivos do salto nas autuações

Segundo a ANTT, o aumento no valor das multas está ligado à ampliação da fiscalização eletrônica. Após a emissão do auto, cada processo segue rito administrativo que garante contraditório e ampla defesa, podendo resultar em cancelamento, alteração ou confirmação da penalidade.

Evolução anual das multas

Valores aplicados pela ANTT desde a criação da política do piso mínimo:

  • 2018: R$ 69,3 mil
  • 2019: R$ 71,2 milhões
  • 2020: R$ 4,1 milhões
  • 2021: R$ 14,5 milhões
  • 2022: R$ 15,3 milhões
  • 2023: R$ 21,2 milhões
  • 2024: R$ 20,8 milhões
  • 2025: R$ 221,9 milhões
  • 2026 (até 30/06): R$ 932,4 milhões

Origem da política

Instituído em 2018 após a greve nacional dos caminhoneiros, o piso mínimo do frete prevê reajuste sempre que o preço do combustível oscilar mais de 5% para cima ou para baixo, mecanismo conhecido como “gatilho”.

As multas seguem crescendo enquanto o governo discute regras mais rígidas para garantir o cumprimento da tabela pelos contratantes e prevenir novas paralisações no setor de transporte rodoviário de cargas.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.