Por Rafael Oliveira | RSO Notícias | 14 de maio de 2026
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, em 14 de maio de 2026, oito casos de hantavírus ligados a um surto ocorrido em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico. Todos os casos são da cepa Andes — a única variante conhecida do hantavírus capaz de ser transmitida de pessoa para pessoa. O balanço total até 13 de maio registrava 11 casos (8 confirmados, 1 inconclusivo e 2 prováveis) e 3 óbitos (2 confirmados e 1 provável).
O que é o hantavírus e por que a cepa Andes preocupa?
O hantavírus é um vírus zoonótico — normalmente transmitido por roedores ao ser humano por inalação de excrementos infectados. A grande maioria das cepas não se transmite entre pessoas. A cepa Andes, originária da Argentina e do Chile, é a exceção conhecida: há registros documentados de transmissão pessoa a pessoa desde 1996, o que a torna objeto de vigilância especial pelos organismos internacionais de saúde.
O surto no navio
A OMS informou que, desde a publicação do boletim anterior (8 de maio), foram relatados dois novos casos confirmados e um inconclusivo. Entre os registros adicionais, a OMS cita um caso de uma pessoa na França que apresentou sintomas durante a repatriação, e outro na Espanha, identificado na chegada ao país após ser repatriado, que segue assintomático.
A identidade do navio e detalhes sobre a rota não foram divulgados. As autoridades de saúde investigam como a cepa Andes chegou a bordo — o vírus normalmente circula em regiões rurais da América do Sul — e se houve transmissão entre passageiros a bordo da embarcação.
O que fazer se houver suspeita de hantavírus?
Os sintomas iniciais do hantavírus se assemelham a uma gripe forte: febre alta, dores musculares, cansaço e dificuldade respiratória progressiva. Qualquer pessoa com esses sintomas que tenha viajado recentemente para áreas rurais da América do Sul ou estado em contato próximo com pessoas infectadas deve buscar atendimento médico imediatamente e informar o histórico de viagem ao médico.
Fontes: Agência Brasil, OMS (nota oficial de 14/05/2026).