Em artigo publicado em 12 de julho de 2026, o jornalista Juca Kfouri afirma que é impossível desvincular futebol de política. O colunista usa como exemplo a imagem do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segurando a taça da Copa do Mundo no Salão Oval para ilustrar a relação entre esporte e poder.
Kfouri critica o uso de critérios exclusivamente políticos para escolher por qual seleção torcer. Segundo ele, diversos brasileiros prometem não apoiar a Argentina por causa de manifestações racistas de parte de seus torcedores e jogadores. O jornalista pondera que o mesmo argumento poderia ser usado contra o Brasil, citando episódios de racismo, referência a quilombolas em “arrobas” por um ex-presidente e a superlotação de presídios majoritariamente ocupados por pessoas negras.
O autor também menciona a Inglaterra, lembrando o histórico colonial do país e o “sangue dos povos explorados” durante o período em que “o sol não se punha no Império Britânico”. Para Kfouri, se esses fatores forem levados ao extremo, “simplesmente não teremos por quem torcer”.
O colunista conta ter apoiado a Seleção Brasileira mesmo durante a ditadura militar e revela que, na partida da próxima quarta-feira, tende a torcer por Lionel Messi, embora admita simpatia por Jude Bellingham e Harry Kane. Ele conclui que não confundir temas distintos — como política de Estado e paixão pelo futebol — já representa um posicionamento político.
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Com informações de UOL