O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou na terça-feira (5 de maio) que ao menos 10 marinheiros civis morreram em decorrência do conflito em curso no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em coletiva de imprensa na Casa Branca, em meio a uma operação naval norte-americana voltada a garantir a liberdade de navegação na via marítima — uma das mais estratégicas do mundo para o fornecimento global de petróleo.
“Eles estão isolados, passando fome, vulneráveis e, pelo menos, 10 marinheiros morreram em decorrência disso, marinheiros civis”, disse Rubio, sem especificar as datas das mortes, a nacionalidade das vítimas ou as circunstâncias exatas de cada caso. A Casa Branca não detalhou as informações adicionais.
O secretário reiterou que a operação norte-americana tem caráter estritamente defensivo: “Só vamos reagir se formos atacados primeiro. Esta é uma operação defensiva. Se não houver disparos contra esses navios e nem contra nós, não vamos atirar, mas se formos alvejados, vamos reagir.”

O Estreito de Ormuz é o ponto de passagem de aproximadamente 20% do fornecimento global de petróleo, conectando os países do Golfo Pérsico — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque — aos mercados internacionais. Antes do ataque conjunto entre EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, cerca de 100 navios cruzavam o estreito diariamente.
Na mesma coletiva, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que seis navios tentaram contornar o bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos e foram impedidos. As negociações nucleares entre EUA e Irã encontram-se em compasso de espera desde o início de 2026. Rubio afirmou que uma solução diplomática ainda está sendo explorada pelos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.
O Irã não emitiu resposta oficial imediata ao comunicado de Rubio.