Presidente do Comitê Disciplinar da Fifa revogou punição a Balogun sem ouvir demais membros, diz jornal

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O atacante norte-americano Folarin Balogun teve a suspensão automática, aplicada após expulsão na partida entre Estados Unidos e Bósnia, retirada pelo Comitê Disciplinar da Fifa. De acordo com o jornal britânico The Times, a decisão partiu exclusivamente do presidente do grupo, Mohammad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, sem que os demais 17 integrantes fossem consultados.

O Comitê Disciplinar reúne 18 membros e, em regra, delibera de forma colegiada. Ainda segundo a publicação, Al Kamali assinou a liberação de Balogun por conta própria, fato que gerou questionamentos sobre a condução do processo.

Fifa nega interferência

Embora fontes ouvidas pelo UOL afirmem que a entidade mantém controle total sobre o comitê, a Fifa sustenta que seus órgãos judiciais funcionam de forma autônoma. Em comunicado, o presidente Gianni Infantino destacou que a independência dessas instâncias “é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol”.

Pressão do governo dos EUA

O caso ganhou contornos políticos. O então presidente norte-americano Donald Trump solicitou diretamente a Infantino a reversão da punição. A medida, concedida pela corte disciplinar, não tinha precedentes em Copas do Mundo.

Expulsão e repercussão

Balogun recebeu cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus durante o confronto com a Bósnia, na segunda fase do torneio. A anulação do gancho gerou debates dentro e fora do esporte:

  • Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, admitiu ao Daily Mail que a decisão “pode ter” influenciado o desempenho da equipe norte-americana nas oitavas.
  • O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, revelou ter conversado com Balogun e isentou o jogador de culpa pela polêmica.
  • Após a eliminação dos EUA, Mauricio Pochettino disse que o episódio “não afetou o grupo”.
  • O ex-goleiro alemão Oliver Kahn ironizou a Fifa e sugeriu anular o cartão que tirou Michael Ballack da final de 2002, além de propor uma nova decisão contra o Brasil.

A Fifa não informou se abrirá investigação interna sobre a forma como a revogação foi conduzida.

Com informações de UOL

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.