Um homem de 47 anos, que se apresentava como produtor musical, foi preso na última quarta-feira (1º) no município da Serra, na Grande Vitória, acusado de praticar abusos sexuais contra quatro crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, ele é investigado em quatro inquéritos distintos conduzidos pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Abuso mais recente
O caso mais recente ocorreu em maio deste ano e envolve uma menina de 10 anos. Conforme a delegada adjunta da DPCA, Thais Cruz, o suspeito ofereceu ajuda financeira à família da criança e acabou acolhendo mãe, padrasto e vítima em sua residência. Em determinado dia, levou a menina de carro sob o pretexto de colher frutas em área afastada da Serra. No trajeto, estacionou o veículo e passou a mão nas partes íntimas da vítima, que reagiu atingindo o agressor com um celular, fugiu do automóvel e pediu socorro a dois homens que passavam pelo local.
Enquanto conversava com as testemunhas, a criança apontou o carro do suspeito que voltava à cena. A mãe, que chegava com ele, alegou que a filha teria tido um surto. A Polícia Militar foi acionada e prendeu o acusado em flagrante; ele, contudo, foi liberado na audiência de custódia realizada no dia seguinte.
Outros inquéritos
Durante as investigações, a polícia constatou mais três procedimentos em aberto contra o mesmo homem:
Imagem: Internet
- Menina de 9 anos (2022): a mãe trabalhava como diarista na casa do suspeito e deixou a filha sob seus cuidados. A criança relatou que ele a colocava no colo e a acariciava.
- Menina de 12 anos: vítima contou à madrasta que era ameaçada pelo investigado, que prometia matar sua mãe caso revelasse os abusos.
- Vítima de Minas Gerais (2022): inquérito encaminhado pela Polícia Federal aponta que o homem usava perfis falsos, com nomes femininos, para obter fotos íntimas de adolescentes. Quando a garota se recusou a enviar novas imagens, ele passou a chantageá-la, prometendo divulgar o material já recebido.
De acordo com a corporação, o nome do investigado não foi divulgado para preservar as vítimas, em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia destaca que as apurações continuam e que novas testemunhas podem ser chamadas a depor.
Com informações de G1