A sequência de 60 anos sem final de Copa do Mundo para a Inglaterra ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (15), em Atlanta. Derrotado pela Argentina por 2 a 1 na semifinal, o técnico Thomas Tuchel rejeitou qualquer teoria de “maldição” e atribuiu o revés exclusivamente a fatores de jogo.
Depois de sair na frente aos 10 minutos do segundo tempo, com gol de Anthony Gordon, a seleção inglesa sofreu a virada nos minutos finais. “Prefiro enxergar tudo pelo lado do futebol, não por algo sobrenatural”, declarou Tuchel na entrevista coletiva. “São treinadores, jogadores e contextos diferentes. Não acredito que exista um ciclo que se repete.”
O alemão descreveu o duelo como “duas partidas distintas”. Segundo ele, o tento inglês mudou completamente o comportamento das equipes. “Quando fizemos 1 a 0, a Argentina passou a jogar com mais ousadia, talvez sentindo que não tinha nada a perder. Nós, de repente, parecíamos ter muito a perder e ficamos travados”, analisou.
Tuchel, que recebeu elogios pela campanha com vitórias sobre República Democrática do Congo, México e Noruega, tornou-se alvo de críticas pelas alterações defensivas após o gol de Gordon. Ele assumiu a responsabilidade. “Quando se perde, vem a crítica. Ninguém sabe o que aconteceria se outras decisões fossem tomadas. Fui eu quem escolheu as substituições e aceito o que vier”, afirmou.

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Com a derrota, a Inglaterra enfrenta a França no sábado, na disputa pelo terceiro lugar — jogo que, segundo o treinador, nenhum dos lados gostaria de disputar. “Grandes seleções caíram antes da semifinal, então chegar aqui é uma conquista, mas ninguém quer ouvir isso agora. Todos vieram para ganhar a Copa”, concluiu.
Com informações de UOL/Reuters