Aliados de Flávio Bolsonaro respiram aliviados com saída de Michelle da direção do PL Mulher

0

A decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher foi recebida com alívio por parlamentares e integrantes da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo aliados ouvidos reservadamente, a expectativa é de que Michelle se afaste temporariamente dos holofotes, reduzindo o desgaste provocado pela crise recente entre os dois.

Com a saída, a vice-presidente do segmento feminino, Priscila Costa, assumiu o comando de forma interina. Ainda não há definição sobre quem ocupará o posto de maneira definitiva, o que abriu uma disputa interna motivada, entre outros fatores, pela influência política e pelo orçamento direcionado ao núcleo de mulheres. Um levantamento publicado em março pelo jornal O Globo apontou que o partido reservou R$ 16,2 milhões para o setor com o objetivo de ampliar os ganhos políticos da presença de Michelle nos palanques de 2026.

Cenário que antecedeu a decisão

Aliada de Michelle, Priscila Costa foi um dos pontos de tensão entre a ex-primeira-dama e o senador. Michelle sustenta que havia um acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para apoiar a pré-candidatura de Priscila ao Senado pelo Ceará. O deputado André Fernandes (PL-CE), contudo, passou a defender o nome de seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), para a mesma vaga.

Nos bastidores, a avaliação é que a saída de Michelle do PL Mulher retira um dos principais focos de tensão da pré-campanha de Flávio, permitindo que ela concentre esforços em uma eventual candidatura ao Senado — possibilidade que ela própria deixou em aberto ao anunciar a decisão.

Mudança de planos

Antes do anúncio, a campanha de Flávio pretendia que Michelle participasse de uma reunião com lideranças femininas do partido em Brasília, como sinal público de pacificação. O encontro, marcado para quarta-feira (1º), acabou sendo realizado sem a presença dela, após conversa da ex-primeira-dama com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

Em nota, Michelle justificou a saída afirmando que pretende dedicar-se integralmente aos cuidados de Jair Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado — e da filha do casal.

Reunião em Brasília

Mesmo ausente, Michelle contou com a presença de aliadas, como as deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-SP), no encontro com o presidenciável. A participação das duas foi interpretada como gesto de apoio a Flávio. Ambas são citadas como possíveis candidatas a vice em 2026.

Durante a reunião, Flávio Bolsonaro procurou aproximar-se do eleitorado feminino ao reprovar declarações do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo. “Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Foi completamente equivocada. Ele não faz parte da nossa campanha”, disse o senador. Em transmissão no YouTube, Figueiredo afirmou que mulheres “votam muito mal”, especialmente as solteiras, e criticou Michelle por vídeo em que ela disse ter sido “maltratada” e “humilhada” por Flávio.

Por enquanto, a presidência definitiva do PL Mulher segue indefinida, enquanto a ex-primeira-dama mantém em aberto a possibilidade de disputar o Senado em 2026.

Com informações de G1

Share.
Avatar

Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.