São Paulo – Levantamento do Instituto Datafolha, divulgado nesta sexta-feira (3), revela que 65% dos eleitores brasileiros concordam com a afirmação “quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida”. Trata-se do maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2013.
Resultados gerais
A mesma pesquisa aponta que 31% preferem “quanto mais benefícios do governo eu tiver, melhor estará minha vida”, enquanto 4% não souberam responder.
Distribuição das respostas:
- Depender menos do governo melhora a vida: 65%
- Mais benefícios do governo melhoram a vida: 31%
- Não souberam responder: 4%
Evolução histórica
Em 2013, início da série, ambas as posições estavam empatadas em 47%. Desde então, segundo o Datafolha, a preferência por menor dependência estatal vem crescendo de forma contínua nas edições de 2014, 2017, 2022 e agora em 2026.
Detalhes da amostra
Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Perfil dos entrevistados
Por gênero
- Homens: 71% defendem menor dependência do governo
- Mulheres: 59% têm a mesma opinião
Por região

Imagem: Internet
- Sudeste: 70% acreditam que depender menos do governo melhora a vida
- Nordeste: 38% preferem mais benefícios governamentais
Intenção de voto
Entre os eleitores declarados do presidente Lula (PT), 50% dizem que viveriam melhor com menor dependência estatal, enquanto 45% escolhem a opção de mais benefícios do governo. Já entre quem pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL), 79% defendem depender menos do governo e 18% optam por mais apoio governamental.
Indicador econômico
A questão integra a matriz ideológica do Datafolha e compõe o eixo econômico do estudo, que também avalia opinião sobre intervenção do Estado na economia, impostos, legislação trabalhista, apoio a grandes empresas nacionais e responsabilidade pelos investimentos no país.
Fim.
Com informações de G1