O senador Camilo Santana (PT-CE) tomou posse nesta quarta-feira (8) como novo líder do PT no Senado e afirmou que uma de suas prioridades será reduzir a tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo o parlamentar, a falta de diálogo entre os dois chefes de Poderes dificulta o avanço de pautas consideradas estratégicas pelo governo. “Vou procurar contribuir para distensionar essa relação do Executivo com o Senado Federal, principalmente com o presidente Alcolumbre”, declarou.
Foco em matérias paradas
Camilo citou projetos que aguardam deliberação, como o fim da escala 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e iniciativas sobre terras raras e minerais críticos. Para ele, essas propostas “são fundamentais para o país” e precisam ser destravadas.
Crise após rejeição de indicação ao STF
O atrito entre Lula e Alcolumbre se intensificou depois que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Desde então, os dois não voltaram a conversar, apesar de apelos de aliados. Camilo afirmou acreditar em um encontro “nos próximos dias”.
Novo comando na Comissão de Educação
Além da liderança da bancada, Camilo assumiu a presidência da Comissão de Educação (CE), cargo antes ocupado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), atual líder do governo no Senado.

Imagem: Ricardo Stuckert / PR
Posição contrária ao homeschooling
Em entrevista, o senador avisou que não pretende acelerar a tramitação do projeto que libera a educação domiciliar no país, defendida em regime de urgência pelo senador Magno Malta (PL-ES). “Tenho posição contrária, mas quero abrir diálogo para aprofundar o debate”, disse. Ele argumentou que o modelo “não se sustenta em lugar nenhum do mundo”, sobretudo em um país em desenvolvimento como o Brasil.
Camilo encerrou destacando que buscará apoio da Comissão de Educação para discutir o tema com mais profundidade antes de qualquer votação.
Com informações de G1