A defesa do publicitário Thiago Miranda entregou na tarde desta segunda-feira (13) o passaporte dele à Polícia Federal, cumprindo decisão do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do inquérito que investiga o Banco Master.
Miranda foi alvo, na semana passada, de mandados de busca e apreensão na 10ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF. Segundo a investigação, ele teria coordenado uma ofensiva nas redes sociais para abalar a credibilidade e a atuação do Banco Central, utilizando influenciadores contratados para disseminar conteúdo difamatório.
Os investigadores apuram ainda a existência de um grupo criminoso suspeito de intimidar jornalistas, monitorar pessoas ligadas a autoridades e obter informações sigilosas de forma ilícita. A defesa do publicitário afirma que ele “não praticou ato criminoso” nem participou de ações de intimidação ou violação de direitos.
Encerramento da agência MiThi
Também nesta segunda-feira, a defesa comunicou que Thiago Miranda encerrou as atividades da agência de comunicação MiThi, mencionada nas apurações sobre possíveis irregularidades praticadas por Daniel Vorcaro. O advogado Rafael Martins informou que, após fechar a empresa, o publicitário pretende tirar um “ano sabático”.
De acordo com a PF, Miranda é considerado peça-chave na articulação do chamado “Projeto DV” — referência às iniciais de Daniel Vorcaro —, supostamente criado para proteger o proprietário do Banco Master em meio a reportagens sobre fraudes na instituição financeira.

Imagem: ligação com Vorcaro
O inquérito segue sob sigilo no STF.
Com informações de G1