O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira, 14 de julho, que o Palácio do Planalto e o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro transformam disputas políticas e judiciais em pauta central da corrida eleitoral de 2026, deixando de lado temas que afetam diretamente a população.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, Caiado comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai por 90 dias. Segundo o pré-candidato, tanto o governo Lula quanto a família Bolsonaro “jogam o mesmo jogo” ao priorizar episódios como esse.
Temas econômicos em segundo plano
Para o ex-governador, a disputa entre lulismo e bolsonarismo ameaça reduzir o debate eleitoral a assuntos que pouco influenciam o cotidiano dos brasileiros. Ele citou a necessidade de discutir juros elevados, endividamento das famílias, avanço das apostas online, segurança pública, Previdência Social, inovação tecnológica e crescimento econômico.
“Nós não damos conta de discutir a importância de uma eleição para a Presidência da República, porque ela se arrasta nesse processo. Você assiste claramente que os dois lados se alimentam”, declarou.
Críticas à condução econômica
Caiado também criticou a política econômica do governo federal, defendeu cortes de gastos públicos e pediu a aprovação de uma reforma administrativa que amplie a autonomia de estados e municípios. O pré-candidato ressaltou ainda a urgência de o país tratar de inteligência artificial, produtividade e uso de terras raras na indústria.

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“O mundo está discutindo inteligência artificial, terras raras e tecnologia de ponta. Nós estamos discutindo quem pode falar com quem”, resumiu.
O PSD oficializou Ronaldo Caiado como pré-candidato ao Palácio do Planalto, mas a sigla ainda não definiu alianças para a disputa de 2026.
Com informações de G1