Fazenda estima impacto limitado de possível tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

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Brasília – O Ministério da Fazenda avalia que a eventual aplicação de novas tarifas de 25% pelos Estados Unidos contra mercadorias brasileiras deve provocar efeito moderado na economia do país.

A tarifa extra pode ser anunciada ainda hoje, resultado de investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301, concluída em 1º de junho. O relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) aponta que o Brasil adotaria práticas que “oneram ou restringem” o comércio bilateral, citando desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos instantâneos Pix.

Participação reduzida no PIB

De acordo com análise da Secretaria de Política Econômica (SPE) publicada no Boletim MacroFiscal, as vendas aos Estados Unidos representaram cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, o equivalente a menos de 2% do Produto Interno Bruto antes da adoção de tarifas no ano passado. Parte das perdas foi compensada pelo redirecionamento de embarques para outros mercados, limitando o impacto direto sobre a atividade econômica.

“O mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025 […] e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o que tende a manter o impacto agregado modesto”, registra o documento.

Exceções e medidas de apoio

Mesmo que a tarifa seja confirmada, a Fazenda ressalta que o texto prevê exceções para diversos produtos, fator que deve conter os efeitos sobre o comércio. Além disso, ações implementadas no ano passado para os setores mais expostos, como linhas de crédito, facilidades de liquidez e estímulo à diversificação de mercados, permanecem válidas e podem suavizar eventuais pressões setoriais.

Cenário internacional incerto

A SPE também observa que o ambiente externo continua marcado por incerteza devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã. A trégua firmada nos últimos meses reduziu temporariamente o prêmio de risco do petróleo Brent, mas a interrupção do cessar-fogo na semana passada voltou a pressionar os preços da commodity. Esse recrudescimento não foi incorporado ao cenário de referência e representa risco de alta para custos de energia e de baixa para a atividade global.

As conclusões da Fazenda indicam, portanto, que, embora a nova taxação possa trazer desafios pontuais a empresas exportadoras, a economia brasileira demonstra capacidade de absorver o choque sem impactos macroeconômicos significativos.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.