A pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), indica que 51% dos brasileiros responsabilizam o senador Flávio Bolsonaro pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Outros 30% concordam com a versão de Flávio, segundo a qual o próprio presidente Lula teria provocado a reação norte-americana. O levantamento foi realizado entre 10 e 13 de julho, antes do anúncio oficial da sobretaxa de 25% feito pelo governo dos EUA na quarta-feira.
Disputa de versões
Questionados sobre quem motivou a medida — se Flávio Bolsonaro, que teria pedido a taxação, conforme a acusação de Lula, ou se Lula, por supostamente afrontar Washington, como sustenta o senador — a maioria seguiu o argumento do presidente:
Lula: 51% (47% em junho)
Flávio Bolsonaro: 30% (35% em junho)
Não sabe/não respondeu: 6% (8% em junho)
Motivo da tarifa
A Quaest também perguntou qual seria a razão da sobretaxa. Para 49%, trata-se de retaliação ao Pix, como afirma Lula. Já 33% aceitam a explicação de Flávio de que a medida seria resposta a declarações do presidente brasileiro contra os EUA. Outros 10% não concordam com nenhuma das teses e 8% não opinaram. Em junho, os índices eram 46%, 36%, 10% e 8%, respectivamente.
Viagem do senador a Washington
A pesquisa revela que 57% dos entrevistados não sabiam da ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do assunto com o ex-presidente Donald Trump. Entre os que tomaram conhecimento da viagem, 58% acreditam que o senador não conseguirá convencer o governo norte-americano a rever a tarifa, enquanto 34% confiam nessa possibilidade. Outros 8% não souberam responder.

Imagem: Internet
Percepção de impacto
Para 63% dos consultados, a nova alíquota norte-americana prejudicará a vida pessoal ou familiar; 31% discordam e 6% não souberam opinar. No levantamento anterior, de junho, os percentuais eram 55%, 37% e 8%, respectivamente.
Metodologia
Encomendado pela Genial Investimentos, o estudo ouviu 2.004 eleitores em todos os estados brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Com informações de G1