A Justiça Eleitoral determinou a exclusão de 21 publicações consideradas irregulares contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é pré-candidato à reeleição em 2026. As decisões liminares foram proferidas por diferentes magistrados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e apontam propaganda antecipada negativa, impulsionamento irregular de conteúdo e divulgação de informações falsas.
Multa de R$ 10 mil por vídeo com Chucky
Em um dos processos, a juíza auxiliar Domitila Manssur condenou o deputado estadual Emídio de Souza (PT) — coordenador do programa de governo da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) — ao pagamento de multa de R$ 10 mil. O parlamentar publicou um vídeo criado com inteligência artificial que substituía a imagem de Tarcísio pela do personagem Chucky, da série de filmes de terror, inserindo o governador em cenas de violência, explosões e feminicídios.
A magistrada avaliou que o material extrapolou os limites da crítica política, violou a legislação eleitoral ao manipular a imagem de pessoa viva sem identificação adequada e atribuiu, mesmo que simbolicamente, responsabilidade a Tarcísio pelo cenário de violência mostrado. A sentença, emitida na segunda-feira (13), confirmou a remoção do vídeo, proibiu sua republicação e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
Deputados e perfis anônimos são alvos
Entre as publicações suspensas estão postagens dos deputados estaduais Antonio Donato, Jilmar Tatto e do próprio Emídio de Souza, além de anúncios veiculados por perfis anônimos. Os processos foram movidos pelo diretório estadual do Republicanos, que acusa uma “ofensiva organizada” para atacar a imagem do governador durante o período de pré-campanha.
O conjunto de decisões do TRE-SP reconheceu irregularidades como:

Imagem: Internet
- propaganda eleitoral antecipada negativa;
- impulsionamento de conteúdo contra adversários;
- divulgação de informações falsas.
Em nota, Emídio de Souza classificou a ação judicial como “lamentável” e afirmou confiar em reverter a decisão em instâncias superiores, destacando o direito à fiscalização parlamentar.
Já a pré-campanha de Tarcísio disse que as liminares reforçam o compromisso com “a verdade, o debate de propostas e o respeito à legislação eleitoral”, ao mesmo tempo em que repudiam “o uso da desinformação e de expedientes ilegais” na disputa política.
Com informações de G1