O Comando do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que repassou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estariam sob sua guarda.
Segundo o documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, duas armas listadas pela defesa de Bolsonaro – uma pistola Glock calibre 9×19 mm e uma espingarda Maestro Arms Company – não estão no depósito da corporação. O número de série da pistola coincide com o armamento apreendido em 19 de junho, durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga (DF), com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
Determinação do STF
Nesta segunda-feira (6), Moraes havia ordenado a entrega imediata de oito armas que, de acordo com os advogados de Bolsonaro, permaneciam no Batalhão. A decisão complementa despacho de sexta-feira (3), no qual o ministro manteve o ex-presidente em prisão domiciliar e determinou a recuperação de dez armas vinculadas ao seu nome.
A defesa informou que duas dessas dez armas — uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56×45 mm e uma pistola Caracal calibre 9×19 mm — já foram depositadas na PF em abril de 2023, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). As demais estariam no Batalhão.
Situação do armamento
De acordo com o Exército, foram entregues à PF:
- Pistola Taurus calibre .380
- Pistola Taurus calibre .40
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm
- Espingarda Typhoon calibre 12
- Pistola Arex calibre 9×19 mm
- Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm
Ficaram fora do lote: a pistola Glock e a espingarda Maestro Arms. A defesa de Bolsonaro comunicou ao STF que a espingarda encontra-se em uma importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul. O equipamento teria sido presenteado ao ex-presidente e “nunca foi retirado” do estabelecimento, segundo os advogados, que pediram orientação sobre como proceder à entrega.

Imagem: Internet
Arma apreendida em blitz
A pistola Glock que não foi localizada no Batalhão corresponde ao mesmo número de série da arma que estava com o sargento Estácio Leite da Silva Filho durante abordagem policial em Taguatinga. Na ocasião, a PM informou que o militar não possuía autorização do proprietário para portar o armamento. Estácio foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo com agravante funcional.
Os advogados de Bolsonaro afirmaram que o ex-presidente solicitou ao militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) auxílio para consertar a pistola, que havia sido inutilizada pela própria equipe de segurança por precaução.
Com a remessa das seis armas à PF e a localização da espingarda no Rio Grande do Sul, resta à defesa esclarecer o destino definitivo da pistola Glock para cumprir integralmente a ordem do STF.
Com informações de G1