O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, que não apoia a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e acusou o presidente Lula (PT) de ser “o único interessado” no aumento dos impostos.
A declaração foi publicada na rede social X, um dia depois de Lula chamar de “traidores da pátria” os que teriam colaborado para a possível taxação. Segundo o petista, a medida tem origem em articulações da família Bolsonaro e na carta enviada por Flávio ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) pedindo o adiamento da tarifa por 180 dias.
Acusações mútuas
No texto publicado, Flávio Bolsonaro alegou que Lula “provocou, esbravejou, não negociou” e teria atuado, ainda no governo Donald Trump, para impedir que facções brasileiras como PCC e Comando Vermelho fossem classificadas como terroristas. “Envergonhou o Brasil e ignorou o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas por esses narcoterroristas”, escreveu o senador.
O presidente, por sua vez, declarou que “o Brasil não está à venda” e que não há justificativa para a imposição das novas taxas, “nem antes nem depois das eleições presidenciais de outubro”. Na avaliação de Lula, o pedido de Flávio para postergar a cobrança buscaria evitar prejuízos eleitorais ao PL.
Defesa do PIX e nova viagem aos EUA
Flávio Bolsonaro relatou ter defendido o sistema de pagamentos PIX em reunião com o ex-presidente Trump e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A tecnologia brasileira entrou na mira do governo dos EUA sob suspeita de práticas “irrazoáveis”, o que motivou a proposta de tarifação.

Imagem: Internet
O senador informou que retornará a Washington “na próxima semana” para reforçar o pedido de que as tarifas não sejam aplicadas. “Meu pedido é simples: não punam os brasileiros pelos erros do lulopetismo”, afirmou.
O pedido oficial de Flávio ao USTR foi protocolado na última quarta-feira, 1º de julho, solicitando a postergação da medida tarifária por seis meses.
Com informações de G1