O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que sua recente viagem aos Estados Unidos teve como objetivo “sensibilizar” o presidente norte-americano, Donald Trump, a respeito da possível aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Em entrevista ao podcast Flow, o parlamentar explicou que, durante a audiência pública realizada em 7 de julho em Washington, buscou dialogar com representantes do governo norte-americano para adiar a medida. “Era a arma que eu tinha. Não foi por causa de eleição. Independentemente do resultado, quem vencer terá de lidar com isso”, declarou.
Na audiência, Flávio estava acompanhado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos. O senador discursou em inglês e argumentou que o Brasil realizará eleições presidenciais em outubro, o que, segundo ele, altera o cenário político em 90 dias. “Impor agora uma tarifa difícil de reverter recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, disse.
Novo tarifaço em análise
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deve anunciar ainda nesta quarta-feira (15) a decisão final sobre a investigação que pode resultar em duas sobretaxas contra produtos brasileiros, baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
A primeira sobretaxa, de 12,5%, atinge mais de 60 países, sob o argumento de combate a mercadorias produzidas com trabalho forçado. A segunda, de 25%, mira exclusivamente o Brasil, alegando que práticas adotadas pelo governo brasileiro “oneram ou restringem” o comércio com empresas dos EUA.

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A possibilidade de novas tarifas abriu disputa diplomática entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para contestar as medidas.
Integrantes do governo dos Estados Unidos informaram a autoridades brasileiras na manhã desta quarta-feira que a decisão será divulgada à tarde.
Com informações de G1