O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 16 de julho, que o PIX é um meio de pagamento “gratuito”, “seguro” e “instantâneo”, com forte capacidade de ampliar a inclusão financeira no Brasil. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Brasília, ao lado de ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pronunciamento teve como objetivo contestar as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para adotar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Na madrugada desta quinta, o governo de Donald Trump oficializou a sobretaxa após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que citou o PIX entre os fatores que “oneram ou restringem” o comércio bilateral.
Críticas norte-americanas
Segundo o USTR, o Banco Central favoreceria o PIX em detrimento de empresas estrangeiras que atuam no segmento de pagamentos, além de exercer simultaneamente as funções de regulador e operador do sistema, o que limitaria a concorrência.
Resposta do Banco Central
Galípolo classificou os argumentos como “desculpa” e destacou que “quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é desejável para todos”. Para ele, o custo de transportar papel-moeda ou cheques “é altíssimo”, enquanto o PIX beneficia tanto consumidores quanto empresas públicas e privadas.
Expansão internacional
O presidente do BC informou que a autarquia já assinou termos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais para compartilhar tecnologia de pagamentos instantâneos. Entre os países citados estão Estados Unidos, nações europeias, China, Índia e Singapura, que já implementaram ou estudam sistemas semelhantes.

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Impacto tarifário
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a nova tarifa norte-americana pode afetar 18% das exportações brasileiras aos EUA, equivalentes a US$ 7,4 bilhões. O governo federal anunciou que prepara um programa de apoio a empresas que venham a enfrentar dificuldades por causa da medida.
Galípolo reforçou que o Banco Central “seguirá fornecendo o PIX de forma gratuita e segura” e continuará aprimorando o sistema em parceria com outras autoridades monetárias.
Com informações de G1