Lula mantém vantagem e governo empata em aprovação, aponta Quaest de julho

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A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida ao Planalto e registra, pela primeira vez desde dezembro de 2024, empate técnico entre aprovação e reprovação do seu governo.

Intenção de voto no 1º turno

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das preferências. O senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 28%. A seguir vêm Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%. Outros pré-candidatos — Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) — marcam 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

Na comparação com junho, Lula oscilou de 39% para 40%, enquanto Flávio saiu de 29% para 28%. As variações estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Disputa no 2º turno

Quando o levantamento simula o confronto direto entre Lula e Flávio, o petista tem 45% e o adversário, 37%, diferença de oito pontos. Em junho, a distância era de seis pontos (44% a 38%). Lula também venceria Caiado, Renan Santos ou Zema em cenários alternativos de segundo turno.

Aprovação do governo

A gestão Lula é aprovada por 48% dos entrevistados e reprovada por 47%, situação de empate técnico. A avaliação positiva e a negativa do governo também empatam numericamente em 36% cada, enquanto 26% classificam a administração como regular.

Economia e programas federais

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui a melhora nos indicadores do presidente à percepção de avanços econômicos. Entre os fatores citados estão:

  • Desenrola: 66% dizem conhecer o programa de renegociação de dívidas; 55% o consideram uma boa iniciativa e 35% relatam aumento de renda.
  • Fim da escala 6×1: 69% apoiam a redução da jornada; metade espera trabalhar menos.
  • Isenção do IR até R$ 5 mil: 24% afirmam ter visto a renda crescer significativamente, ante 15% em fevereiro.

Desgastes na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Segundo Nunes, a candidatura do senador enfrenta “momento de fragilidade” após a revelação de vínculos com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, críticas por suposto pedido de tarifaço a Donald Trump e a briga pública com a madrasta Michelle Bolsonaro. Quando perguntados sobre o desentendimento familiar, 42% dos eleitores declararam concordar com Michelle e 18% ficaram ao lado de Flávio.

Caso Jaques Wagner

A pesquisa também investigou a repercussão da operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado. Para 62% dos entrevistados, o episódio pode prejudicar a campanha de reeleição de Lula — 37% veem impacto “muito negativo” e 25%, “um pouco negativo”. Para 43%, trata-se de questão institucional do governo; 35% enxergam assunto estritamente pessoal.

Metodologia

Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07181/2026.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.