O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (16) que as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos sobre suposto avanço do desmatamento no Brasil, usadas para embasar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% a bens nacionais, são “absolutamente improcedentes”.
Segundo Capobianco, toda a madeira exportada pelo país é submetida a um rigoroso sistema de rastreabilidade que envolve certificação de origem e acompanhamento por técnicos do Ibama e da Receita Federal. “Não é possível, em nenhum porto brasileiro, embarcar madeira sem comprovação da cadeia de custódia”, declarou.
Fiscalização contestada
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana de 1974 e apontou falhas na aplicação das leis ambientais brasileiras como fator para práticas comerciais consideradas desleais. O relatório serviu de base para a criação da sobretaxa, embora uma lista extensa de produtos tenha ficado isenta.
Capobianco rebateu os argumentos. “Apareceram com uma nova informação, ainda mais falsa, de que o Brasil estaria inundando o mercado internacional com madeira ilegal e prejudicando empresas norte-americanas”, disse, acrescentando que o país reduziu o desmatamento em 50% nos últimos três anos e registrou queda de 38% apenas em junho.

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Reação do governo
Em nota, o governo brasileiro classificou a decisão dos Estados Unidos como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que poderá adotar medidas de reciprocidade econômica. O Planalto sustenta não existir justificativa econômica para a tarifa adicional e atribui a iniciativa a motivações políticas.
Com informações de G1