Por Rafael Oliveira | RSO Notícias | 11 de março de 2026
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 11 de março de 2026, trouxe um dado inédito na corrida presidencial: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores independentes — aqueles que não se identificam com o lulismo nem com o bolsonarismo — no cenário de segundo turno. Nesse grupo, Flávio registra 32% contra 27% de Lula.
A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de 2 pontos percentuais para o universo geral (e 3 pontos no subgrupo dos independentes). Foi contratada pelo Banco Genial.
O quadro geral
No cenário global de segundo turno, Lula e Flávio aparecem em empate técnico: ambos com 41% das intenções de voto. No primeiro turno estimulado, Lula mantém a liderança com vantagem de 5 pontos sobre o senador.
Por que os independentes importam?
A Quaest aponta que os independentes deverão ser o grupo decisivo nas eleições de outubro de 2026. A liderança numérica de Flávio nesse segmento representa uma virada em relação a pesquisas anteriores, nas quais Lula mantinha vantagem mesmo entre os eleitores não identificados com nenhum dos campos.
O desafio de Flávio, segundo a Quaest, está na percepção de moderação: 48% dos brasileiros não enxergam o senador como mais moderado que outros integrantes de sua família. Entre os próprios independentes, 53% afirmam que ele é tão radical quanto os demais Bolsonaro, enquanto 28% o consideram mais moderado.
O “medo” mudando de lado.
Outro dado relevante da pesquisa: 43% dos entrevistados dizem ter medo da continuidade do governo Lula, enquanto 42% temem a volta da família Bolsonaro ao poder. A diferença está dentro da margem de erro, indicando que o chamado “voto do medo” — que favoreceu Lula em 2022 — perdeu força como diferencial.
Contexto da corrida presidencial
Em pesquisas anteriores deste ano, a Quaest mostrava Lula vencendo Flávio com margem de 7 pontos no segundo turno (pesquisa de janeiro). A aproximação registrada em março reflete o avanço consistente do senador nas pesquisas desde o fim de 2025. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro de 2026.
Fontes: Gazeta do Povo, Quaest Consultoria e Pesquisa, Reuters, JOTA.