Brasília – A Polícia Federal concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) praticou o crime de calúnia ao atribuir falsamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) delitos como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, a PF sustenta que “resta claro o cometimento” do delito previsto no artigo 138 combinado com o artigo 141, inciso I, e parágrafo 2º do Código Penal. Encerradas as investigações, os autos foram remetidos ao STF para as providências cabíveis.
Origem do inquérito
A investigação foi aberta em 13 de abril de 2026, por determinação de Moraes, a pedido da própria PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo era apurar uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026 na rede social X (antigo Twitter).
Na postagem, o senador exibiu imagens de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, então recém-preso nos Estados Unidos sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas. O texto que acompanhava as fotos afirmava que Lula “será delatado”, relacionando-o a supostos crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de fraudes eleitorais.
Próximos passos
Com o relatório em mãos, Moraes deverá encaminhar o caso à PGR. O órgão poderá solicitar novas diligências, pedir o arquivamento ou apresentar denúncia contra o parlamentar. A PGR já havia apontado “indícios concretos” de prática criminosa e classificado a atribuição de delitos como “vexatória”.

Imagem: suposta calúnia ctra Lula
Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, ainda não se manifestou publicamente sobre a conclusão da Polícia Federal.
Com informações de G1