Rio de Janeiro — A Polícia Federal (PF) encontrou registros de quase R$ 4 milhões em pagamentos ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), nas planilhas do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os documentos indicam que Bacellar era tratado pelo codinome “Barba”.
Pagamentos em espécie
As anotações mostram três depósitos em dinheiro vivo, sem indicação do ano:
• R$ 2 milhões em julho;
• R$ 925 mil em agosto;
• R$ 1 milhão em setembro.
Investigadores afirmam que o bicheiro classificava políticos como “clientes” e registrava tanto repasses em espécie quanto transferências bancárias. Para o “Barba”, os valores teriam sido sempre entregues em dinheiro. A defesa de Adilsinho nega qualquer irregularidade.
5ª fase da Operação Unha e Carne
Os dados vieram à tona nesta quinta-feira (2), quando a PF deflagrou a quinta etapa da Operação Unha e Carne. Na ação, foram cumpridos mandados contra Adilsinho e Bacellar, que já estavam presos. O ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal. O pastor Márcio Poncio também foi detido.
Imagem: Internet
Máfia do Cigarro e históricos anteriores
Adilsinho está custodiado desde fevereiro, apontado como líder da chamada “Máfia do Cigarro”, que, segundo a PF, chegou a dominar a venda de maços em 45 dos 92 municípios fluminenses. Em novembro de 2022, durante a Operação Smoke Free, agentes acharam listas com pelo menos 25 políticos na cabeceira da cama do bicheiro, guardadas em uma mala de couro.
Decisões do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou três prisões e 14 mandados de busca e apreensão nesta fase da investigação. Entre os alvos está o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Moraes também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 22 milhões.
Com informações de g1