Pré-candidatos aceleram negociações por vices para ampliar apoio e garantir tempo de TV

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A menos de 30 dias do início das convenções partidárias – marcadas para o período de 20 de julho a 5 de agosto – as equipes de pré-campanha dos presidenciáveis intensificam conversas para fechar a escolha dos candidatos a vice-presidência. Segundo interlocutores, os nomes buscados precisam, principalmente, diminuir resistências de segmentos do eleitorado e, ao mesmo tempo, ampliar o tempo de rádio e televisão por meio de coligações.

PT mantém Alckmin na chapa

Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que repetirá a fórmula vitoriosa de 2022, mantendo o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Aliados do PSB defendem a permanência de Alckmin apontando três atributos: discrição, lealdade – citada diante do trauma petista com o impeachment de Dilma Rousseff – e competência, destacada em negociações contra o tarifaço imposto por Donald Trump.

No início do ano, parte do entorno de Lula chegou a sugerir um nome do MDB para “furar a bolha” da centro-esquerda, mas a ideia enfrentou resistência dentro do próprio partido e não prosperou.

Flávio Bolsonaro procura mulher do Centrão

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prioriza a escolha de uma mulher ligada a siglas do Centrão. O movimento, reforçado após a divulgação de um vídeo crítico da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, tem dois objetivos: ampliar a aceitação feminina e conquistar mais tempo de televisão.

Três parlamentares do PP estão no radar: a deputada Simone Marquetto (SP), católica e de São Paulo; a deputada Clarissa Tércio (PE), evangélica e do Nordeste; e a senadora Tereza Cristina (MS), vista como ponte com o agronegócio. Parte do PL defende ainda que a vaga não fique com alguém do próprio partido para evitar uma “chapa puro-sangue”.

Zema negocia com Geraldo Rufino

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) pretende anunciar o vice “nos próximos dias”. O nome mais cotado é o do empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos. Além de agregar diversidade – Rufino é negro e ex-catador de latinhas –, a aliança com o Podemos garantiria tempo de TV ao Novo, que, por ter pouca representação, dispõe de espaço reduzido na propaganda eleitoral.

Caiado adia decisão

Ronaldo Caiado (PSD) não tem prazo para definir o companheiro de chapa. Assessores afirmam que o vídeo de Michelle Bolsonaro contra Flávio esfriou movimentações na direita e que a definição deve ficar para a janela das convenções. A prioridade do ex-governador de Goiás é conquistar o apoio de uma legenda que lhe assegure visibilidade na mídia eletrônica.

Renan Santos também sem vice

O presidenciável Renan Santos (Missão) mantém vaga em aberto. A tendência, segundo sua equipe, é escolher um nome do próprio partido, mas conversas com outras siglas não estão descartadas. A expectativa é que a definição ocorra até o início das convenções.

Papel estratégico do vice

Para o cientista político Carlos Ranulfo, da Universidade Federal de Minas Gerais, o vice raramente transfere votos de forma direta, mas funciona como sinalização ao eleitorado, à opinião pública e a outras legendas. “Quando a chapa é formada apenas por filiados do mesmo partido, você mostra que não precisa sinalizar para ninguém”, resume o especialista.

Com informações de G1

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Rafael Oliveira é profissional do mercado digital desde 2021, com experiência em produção de conteúdo, SEO e gestão de portais de notícias. Como responsável pelo RSO Notícias, dedica-se a oferecer informações confiáveis, atualizadas e relevantes, sempre com compromisso editorial, transparência e qualidade na comunicação.