Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Congresso norte-americano uma notificação formal informando que as operações militares contra o Irã foram reiniciadas em 7 de julho. A carta, datada de 10 de julho, garante ao governo, na avaliação da Casa Branca, um novo período de 60 dias para empregar forças no Oriente Médio sem autorização legislativa.
Bloqueio no Estreito de Ormuz
Na correspondência, Trump afirma que determinou a volta do bloqueio naval à navegação iraniana no Golfo Pérsico a partir desta terça-feira (14). Pelo plano, os Estados Unidos manterão o Estreito de Ormuz aberto, mas cobrarão uma taxa de 20% sobre a carga de navios comerciais que transitarem pela área.
Antecedentes do conflito
A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando forças americanas, em cooperação com Israel, bombardearam alvos no território iraniano. Em 7 de abril foi decretado um cessar-fogo de duas semanas, posteriormente prorrogado.
Em 17 de junho, Washington e Teerã assinaram um acordo de paz preliminar. Segundo Trump, o Irã violou o entendimento ao atacar navios civis no Estreito de Ormuz, razão pela qual ordenou a retomada dos ataques.
Tensões com o Legislativo
Em junho, Câmara dos Deputados e Senado aprovaram uma lei que proíbe novas ofensivas contra o Irã sem anuência do Congresso. O texto não foi sancionado pela Casa Branca, mas aumentou a pressão política sobre o presidente.
Pela Lei dos Poderes de Guerra, o chefe do Executivo deve notificar o Congresso em até 48 horas após o início das hostilidades e encerrar operações não autorizadas em 60 dias. O primeiro prazo expirou em 1º de maio, mas Trump sustentou que o cessar-fogo suspendeu a contagem.
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Parlamentares de ambos os partidos contestam essa interpretação. No mês passado, as duas casas aprovaram uma resolução pedindo a retirada das tropas norte-americanas do conflito, refletindo a crescente preocupação com a duração e os custos da guerra.
Trump classificou a iniciativa como um entrave, mas declarou que continuará perseguindo seus objetivos militares e de política externa.
Com informações de G1