Brasília — O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta segunda-feira (13) que a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai por 90 dias tende a ampliar a intenção de votos no pré-candidato à Presidência.
“Essa decisão do ministro Alexandre de Moraes vai aumentar as intenções de voto do Flávio, pode ter certeza. Onde já se viu um juiz proibir um filho de falar com o pai, deixar o pai totalmente incomunicável politicamente?”, disse Valdemar, ao comentar a medida. Ele afirmou esperar que os próximos levantamentos eleitorais já reflitam esse movimento.
Origem da restrição
A proibição foi imposta após Flávio divulgar, em 11 de julho, um vídeo nas redes sociais no qual lê carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No texto, o ex-chefe do Executivo reforça o filho como seu pré-candidato e “porta-voz”, pedindo união de aliados para a campanha de 2026.
Moraes entendeu que a publicação descumpriu decisão anterior que vedava a Bolsonaro o uso de redes sociais “direta ou indiretamente” e caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. O ministro também enviou cópia dos vídeos ao procurador-geral eleitoral para que avalie eventual propaganda eleitoral antecipada.
Reação da defesa
Em nota, os advogados de Flávio Bolsonaro classificaram a determinação como afronta à Lei de Execução Penal, ao Estatuto da Advocacia e à Constituição. “Dentre os direitos que o preso possui, estão o de receber visita de seus familiares”, diz o comunicado, ressaltando que o senador integra a equipe de defesa do pai. Os defensores lembram que o STF considera inconstitucional deixar um preso incomunicável desde a promulgação da Constituição de 1988.

Imagem: Valdo Cruz
O ministro manteve a restrição por 90 dias e apontou que expressões usadas na carta podem caracterizar pedido explícito de voto em período proibido pela legislação eleitoral.
Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro não se pronunciaram publicamente após a reação de Valdemar Costa Neto.
Com informações de G1