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Debate da Globo hoje é o último antes do 1º turno e terá ausência de Lula

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Resumo da Notícia

  • A TV Globo realiza nesta quinta-feira (1º/10), às 21h20, o último debate entre os candidatos à Presidência antes do 1º turno das eleições, marcado para domingo (4/10).
  • O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto (39% na Quaest divulgada em 28/09), informou à emissora que não participará do debate.
  • Estão confirmados o senador Flávio Bolsonaro — que fará sua estreia nos debates desta campanha —, além de Caiado, Cury e Zema.

*Por Escobar*

A TV Globo realiza nesta quinta-feira (1º/10), às 21h20, o último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do 1º turno das eleições, marcado para domingo (4/10). O encontro terá uma ausência de peso: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou à emissora, na quarta-feira (30/09), que não participará do debate.

Com a decisão de Lula, o debate desta noite acontece sem a presença do candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto, segundo a Quaest. A ausência tira do estúdio o confronto direto mais esperado da campanha: o embate cara a cara entre os dois nomes que polarizam a disputa, segundo os levantamentos divulgados nos últimos dias.

Quem confirmou presença foi o senador Flávio Bolsonaro. Será a estreia do parlamentar nos debates desta campanha — até agora, ele não havia participado de nenhum encontro desse tipo neste ciclo eleitoral. A confirmação coloca Flávio diante das câmeras, em rede nacional e horário nobre, pela primeira vez para debater com os adversários na condição de candidato à Presidência.

Além de Flávio Bolsonaro, também estão confirmados para o debate desta noite Caiado, Cury e Zema. A lista de participantes reúne os candidatos que aceitaram o convite da emissora para o último encontro antes da votação de domingo.

O horário escolhido é estratégico: 21h20, em pleno horário nobre da TV aberta, a apenas três dias da abertura das urnas. Tradicionalmente, o debate promovido pela Globo na reta final da campanha figura entre os momentos de maior audiência de todo o período eleitoral. É também uma das últimas janelas para os candidatos falarem ao grande público antes de os eleitores irem às urnas — inclusive aos indecisos, que costumam definir o voto nos últimos dias.

O cenário em que o debate acontece é de disputa acirrada. A pesquisa Quaest divulgada em 28/09 mostra Lula com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Na simulação de 2º turno, o levantamento aponta empate: 42% a 42%. Com a diferença apertada, cada movimento dos candidatos na reta final ganha peso redobrado.

Sem Lula no estúdio, os holofotes se voltam para a estreia de Flávio Bolsonaro nos debates. A primeira participação do senador nesse formato será observada de perto por aliados e adversários: é a chance de apresentar propostas e marcar posição diante de milhões de telespectadores — e, ao mesmo tempo, o risco de escorregar sob pressão, a três dias da eleição.

Para Caiado, Cury e Zema, o debate representa uma vitrine rara. Candidatos com menor exposição na mídia nacional terão minutos em rede aberta, em horário nobre, para tentar furar a polarização entre os dois primeiros colocados nas pesquisas. Em campanhas anteriores, desempenhos marcantes no debate da reta final já ajudaram candidaturas menores a ganhar tração nos dias que antecedem o voto.

A ausência de Lula também deve pautar parte da noite. Quando um dos favoritos não comparece a um debate, é comum que os adversários presentes explorem o espaço vazio, dirigindo críticas e perguntas ao ausente. Resta saber como os candidatos confirmados vão administrar esse fator — e se a cadeira vazia do líder nas pesquisas vai dominar o tom do encontro.

Nos bastidores, as campanhas vivem as últimas horas de preparação. Equipes de Flávio Bolsonaro, Caiado, Cury e Zema passaram os últimos dias em treinos e simulações para o formato do debate, enquanto a campanha de Lula, após comunicar a ausência à Globo na quarta-feira, concentra esforços nas agendas de rua e nas redes sociais nesta reta final.

O debate desta quinta-feira encerra o ciclo de encontros entre os presidenciáveis antes do 1º turno. Depois dele, restam apenas três dias de campanha: a sexta-feira e o sábado serão dedicados aos atos finais, carreatas e comícios, além do horário eleitoral gratuito, que também se aproxima do fim. O 1º turno das eleições acontece neste domingo (4/10).

As regras acordadas e as decisões judiciais

A organização do debate seguiu uma ata assinada por representantes de todos os partidos — inclusive o PT — e registrada no TSE. O documento previa que, em caso de ausência de um candidato, seu púlpito permaneceria vazio no cenário, identificado com uma placa, e que os demais participantes poderiam formular, em 30 segundos, a pergunta que dirigiriam ao ausente durante uma das rodadas.

Poucas horas antes do programa, porém, duas decisões judiciais alteraram essas regras. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido da coligação de Lula e proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio identificado com o nome do candidato, além de vetar a rodada de perguntas dirigidas ao ausente. Quase ao mesmo tempo, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) entre os participantes, atendendo a um pedido do Solidariedade — o candidato não fazia parte da lista original de convidados da emissora.

O desfecho da noite: debate cancelado

Ao longo desta quinta-feira, o cenário mudou ainda mais: Flávio Bolsonaro anunciou nas redes sociais que também não participaria do debate, alegando a “censura” imposta pela decisão do TSE sobre as regras do programa. Com os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas fora do palco, a Globo informou ter recebido as duas notificações judiciais pouco antes do programa e decidiu cancelar o encontro, apontando insegurança jurídica e interferência nas regras previamente acertadas com os partidos. Lula, no mesmo horário do debate, participou de uma entrevista ao Flow Podcast.

Assim, o que seria o último debate do primeiro turno terminou sem ir ao ar — um desfecho que, segundo Lula, foi um desastre para a própria Globo, e que, segundo um estudo sobre a repercussão nas redes, desgastou a imagem dos dois favoritos junto ao eleitorado digital.

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Escobar Oliver é o responsável pelo conteúdo do RSO Notícias, portal de notícias do Brasil e do mundo.